FORMAR PESQUISADORES INTERDISCIPLINARES

Autores

  • Mariana Moreira José UNITAU
  • Ivani Fazenda PUC/SP
  • Carlos dos Santos USP

DOI:

https://doi.org/10.32813/2179-1120.2016.v9.n1.a276

Palavras-chave:

Interdisciplinaridade. Formação de pesquisadores. Atitude interdisciplinar.

Resumo

Este trabalho tem como objetivo refletir sobre as questões da Interdisciplinaridade a partir do desafio encontrado nos últimos quarenta anos em formar pesquisadores interdisciplinares. Desde a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, na década de 1970, é visível o esforço que vem se fazendo na tentativa de se efetivar currículos e práticas interdisciplinares, com vistas à superação da fragmentação do conhecimento e a integração dos saberes. No entanto, há que se pensar, também, sobre os aspectos que envolvem a formação do pesquisador interdisciplinar, a partir dos seguintes questionamentos: o que é ser interdisciplinar? O que é atitude interdisciplinar? Como se formam pesquisadores interdisciplinares? Acredita-se que este é um processo que se constrói na ambiguidade da parceria e da solidão. O pesquisador caminha em direção a um saber ser interdisciplinar na medida em que se torna parceiro de seus colegas, também pesquisadores, e, juntos, passam a refletir, a estudar e a planejar coletivamente sobre suas pesquisas na mesma medida em que se recolhem no silêncio de seus espaços e se dedicam a escrever solitariamente sobre tudo o que pensaram, viram e coletaram. Este exercício requer a abertura para a crítica, para a exposição, no sentido de permitirem que seu trabalho seja posto à prova, a fim de que os saberes nele revelados possam ser considerados, de fato, interdisciplinares.

Biografia do Autor

Mariana Moreira José, UNITAU

Mestrado em Desenvolvimento Humano: Formação, Políticas e Práticas Sociais

Publicado

2016-07-01