Marcha à paulista: a expansão da colonização portuguesa do sertão do alto Tietê para o vale do Paraíba (1530-1660)

Autores

  • Luís Fernando de Lima Júnior Universidade de Taubaté

DOI:

https://doi.org/10.32813/2179-1120.2010.v3.n1.a229

Resumo

No século XVII, a interiorização da colonização portuguesa na América Meridional realizou-se por meio de empreendimentos chamados bandeiras, que articulados à hierarquia administrativa da Coroa, traduziam uma complexa relação de equilíbrio de interesses, na qual os paulistas adentravam o território para satisfação necessidades particulares, como a escravização de índios e aquisição de terras, e serviriam, ainda que indiretamente, como agentes da política da Coroa e braço armado do Império Colonial, que garantia a presença portuguesa no interior do Estado do Brasil. Esses homens, que andavam praticamente nus e descalços, desenvolveram uma cultura peculiar, que integrava costumes e saberes nativos à tecnologia e ambição europeias, contribuindo para o sucesso da grande lavoura de exportação, pelo fornecimento de escravos, alimentos e produtos de primeira necessidade aos engenhos.

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Publicado

2010-06-11