Os pobres na idade média: de minoria funcional a excluídos do paraíso

Autores

  • Cyro de Barros Rezende Filho Universidade de Taubaté

DOI:

https://doi.org/10.32813/2179-1120.2009.v2.n1.a211

Resumo

Neste artigo, com base documental em textos eclesiásticos, discorre-se sobre a evolução do conceito de pobreza durante a Idade Média e durante o início da Idade Moderna. A pobreza é estudada, em suas várias concepções, de um ponto de vista sociocultural. São analisados momentos ideologicamente bem delimitados, em relação à pobreza. Em primeiro lugar, observa-se que a prática da caridade era necessária, o que fazia da pobreza uma condição básica para caracterizar o indivíduo caridoso como um bom cristão. Assim, a pobreza tinha um caráter de funcionalidade, pois possibilitava a caridade que, juntamente com a fé e a esperança, compõe as virtudes teologias. Em segundo lugar, a pobreza passou a ser vista como indigência, como algo de que a sociedade se envergonhava, e, portanto, tudo se fazia para ocultá-la. Em seguida, a condição de pobreza provocou a justa ira dos pobres, o que explodiu em uma série de rebeliões generalizadas. Finalmente, a pobreza passou a ser considerada como a negação da condição de acesso ao paraíso.

Biografia do Autor

Cyro de Barros Rezende Filho, Universidade de Taubaté

Professor da cadeira de História Antiga e História Medieval Universidade de Taubaté.

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Publicado

2009-07-01