CORPO, CULTURA & PODER
Prejudicado
DOI:
https://doi.org/10.32813/2179-1120.2025.v18.n1.a1103Palavras-chave:
Corpo, Saúde, Normal, Patológico.Resumo
Este ensaio, desenvolvido na disciplina “Tópicos Especiais em Saúde” do Programa de Pós-Graduação em Educação e Saúde da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), sob orientação da Profa. Dra. Amália Neide Covic. É proposto uma reflexão crítica sobre as representações sociais do corpo humano. Foca-se nas categorias de “normal” e “patológico”, problematizando a naturalização da doença. Com base em autores como Canguilhem, Gadamer, Heisenberg, Agamben, Foucault, Berger e Luckmann, que evidenciam que o corpo transcende sua dimensão biológica e configura-se como fenômeno social e cultural, atravessado por discursos normativos que podem gerar exclusões. Desse modo, compreender o corpo como construção simbólica e histórica é essencial para superar perspectivas deterministas e orientar práticas em saúde e educação pautadas no respeito à diversidade e no reconhecimento ético das diferenças. As reflexões evidenciaram ainda que o corpo é vetor de sentido: espaço de resistência, de criação e de expressão da singularidade de cada ser. Compreendê-lo em suas múltiplas dimensões — física, social, cultural e simbólica — é reconhecer a riqueza da diversidade humana e promover leituras críticas que valorizem a experiência corporal em sua plenitude e busque eliminar todas as formas de discriminação e exclusão.
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